A identidade na maternidade não apaga quem você era — ela convoca uma reorganização profunda de identidade. Esse processo tem nome: matrescence. Ele pode trazer luto, estranhamento e a sensação de não se reconhecer. TCC, ACT e psicoterapia online ajudam a nomear, elaborar e integrar quem você era com a mulher que está se tornando — sem culpa e sem pressa.
Como ter identidade durante a maternidade
“Quem sou eu além de mãe?” É uma pergunta que surge muitas vezes em silêncio, entre uma mamada e outra, no meio da noite, ou naquele momento em que o bebê dorme e você percebe que já não sabe o que faria com tempo livre. Não é ingratidão. Não é falta de amor. É o sinal de uma transformação identitária profunda que a cultura raramente nomeia com clareza.
Esse processo tem um nome: matrescence. O termo, cunhado pela antropóloga Dana Raphael em 1975 e expandido contemporaneamente pela pesquisadora Aurelie Athan, descreve a transição que acontece quando uma mulher se torna mãe — uma reorganização que atravessa dimensões biológicas, emocionais, relacionais, cognitivas, culturais e existenciais. Em outras palavras, tornar-se mãe não é só ganhar um papel novo. É, também, perder partes de quem você era. E essa perda, quando não é nomeada, pode se transformar em sofrimento silencioso.
Neste Artigo sobre Maternidade e Saúde Mental, você vai entender o que é matrescence, por que ela pode provocar luto, quais sinais indicam que essa transformação está sendo mais difícil do que o esperado, e como TCC, ACT e psicoterapia online oferecem suporte concreto para esse processo. O cuidado oferecido pelo Espaço Elleve respeita a complexidade da experiência materna — sem romantizar nem patologizar.
Panorama rápido: identidade, matrescence e saúde mental
| Dado / Insight | Fonte |
|---|---|
| O conceito de matrescence foi cunhado por Dana Raphael em 1975 e descreve o processo de tornar-se mãe como uma transição de desenvolvimento comparável à adolescência. | Dana Raphael / Aurelie Athan — matrescence.com |
| Cerca de 80% das novas mães relatam experiências subjetivas de declínio cognitivo e sensação de perda de si mesmas na transição para a maternidade. | PMC / Sciencedirect — Orchard et al., 2023 |
| A matrescence abrange dimensões biológicas, neurológicas, psicológicas, sociais, culturais, econômicas e existenciais. | Aurelie Athan — matrescence.com |
| A ACT é indicada para elaboração de processos de luto e reorganização identitária, promovendo flexibilidade psicológica e ações orientadas por valores. | Comportese / Scribd — Protocolo ACT e Luto |
| A TCC aplicada ao contexto perinatal reduz sofrimento emocional, autocrítica e pensamentos de fracasso materno. | CRP-PR — Cadernos de Psicologia / Pepsic |
Para aprofundar, vale ler o artigo do Elleve sobre saúde mental materna e depressão pós-parto e sobre psicoterapia perinatal online.
O que é matrescence?
Matrescence é o processo de tornar-se mãe — uma transição de desenvolvimento que reorganiza identidade, cérebro, corpo, relações e valores de forma profunda e duradoura. O termo foi criado em analogia à adolescência: assim como a adolescente não é a mesma pessoa ao entrar e ao sair daquele período, a mulher que se torna mãe passa por uma reorganização que, em sua profundidade, não é reversível nem deveria ser.
A pesquisadora Aurelie Athan expandiu o conceito de Raphael para incluir múltiplas dimensões: a matrescence é biológica (mudanças hormonais e neurais que persistem anos após o parto), neurológica (reorganização cerebral estrutural e funcional), psicológica (ressignificação da identidade, valores e crenças), social (redefinição de papéis e relações), cultural (confronto com expectativas sociais sobre “como se deve ser mãe”) e existencial (reorganização de sentido, propósito e lugar no mundo).
O problema é que a cultura moderna raramente prepara a mulher para essa transformação. A gravidez é amplamente acompanhada, o parto recebe atenção e planejamento, mas a reorganização identitária que vem depois — e que pode durar anos — recebe pouco espaço de reconhecimento. Consequentemente, muitas mulheres vivem a matrescence sem nome, acreditando que estão erradas, que algo falhou, que deveriam estar bem quando não estão.
O luto que a maternidade traz
Um dos aspectos menos discutidos da maternidade é o luto. Não o luto de alguém que morreu, mas o luto de uma versão de si mesma que não volta. A mulher que você era antes da maternidade — com seus hábitos, ritmos, relações, identidade profissional, liberdade e espontaneidade — passou por uma transformação que não é provisória.
Esse luto é real. Sentir saudade da vida anterior não significa que você não ama o seu filho. Significa que algo mudou de verdade, e que reconhecer essa mudança é mais saudável do que negá-la. Como a escritora e psicanalista Elisama Santos descreveu: “Quem é essa mulher que eu me tornei? Essa pergunta é mais respeitosa com a sua história do que ‘como eu volto a ser quem eu era?’. Essa mulher morreu. A gente morre para dar espaço para algo novo.”
Quando esse luto não encontra espaço para ser nomeado — porque a cultura exige gratidão irrestrita e felicidade permanente na maternidade — ele tende a aparecer disfarçado: como irritabilidade, como exaustão que não passa, como sensação de vazio ou como culpa constante. Por isso, oferecer escuta psicológica qualificada a esse luto é um ato clínico e ético importante.
“Quem sou eu além de mãe?”: sinais de que a transformação está pesando
Sentir-se diferente depois de se tornar mãe é esperado. O que merece atenção é quando essa diferença se transforma em sofrimento persistente, dificuldade de se reconhecer, perda de contato com desejos e identidade própria, ou sensação de que a mulher foi completamente absorvida pela função materna.
Alguns sinais frequentes que indicam que a crise de identidade na maternidade merece suporte psicológico:
- Sensação de não se reconhecer — como se a mulher que você era tivesse sumido.
- Dificuldade de nomear o que gosta, o que deseja ou o que te move fora da maternidade.
- Choro sem motivo evidente, sensação de vazio ou estranhamento de si mesma.
- Culpa intensa ao pensar em si mesma fora do papel de mãe.
- Sentimento de que tudo que você fazia antes perdeu sentido, mas nada novo tomou seu lugar.
- Irritabilidade frequente com parceiro, família ou colegas, sem conseguir identificar a razão.
- Sensação de que “deveria estar feliz” mas não está — e não saber por quê.
É importante destacar: esses sinais não configuram necessariamente depressão pós-parto. Podem ser parte da matrescence vivida com intensidade. No entanto, quando eles persistem, se intensificam ou começam a comprometer relações e autocuidado, a psicoterapia pode ajudar a criar espaço para elaborar e integrar essa experiência.
Matrescence x depressão pós-parto: diferenças importantes
| Aspecto | Matrescence | Depressão pós-parto |
|---|---|---|
| O que é | Processo natural de transformação identitária que acontece em toda mãe | Condição clínica de saúde mental que exige avaliação e tratamento |
| Presença | Universal — afeta toda mulher que se torna mãe | Acomete cerca de 25% das mães brasileiras |
| Intensidade | Variada — pode ser suave ou muito intensa | Moderada a grave, com sofrimento significativo |
| Duração | Meses a anos, com elaboração gradual | Persistente, exige intervenção clínica |
| Relação entre os dois | Podem coexistir — matrescence intensa pode precipitar depressão | Diagnóstico clínico distinto, não é apenas “transformação esperada” |
Como a ACT trabalha identidade e luto na maternidade
A ACT (Terapia de Aceitação e Compromisso) oferece uma perspectiva especialmente útil para o processo de matrescence, porque não propõe a eliminação do sofrimento, mas uma nova forma de se relacionar com ele. Em vez de lutar contra a saudade de quem você era, ou tentar apagar a sensação de estranhamento, a ACT convida a reconhecer essas experiências como partes naturais de uma transformação profunda.
O primeiro recurso é a aceitação: acolher o luto, a ambivalência, o medo e a saudade sem tratá-los como erros ou falhas morais. Aceitar não significa gostar do sofrimento — significa parar de gastar energia lutando contra algo que já aconteceu, criando espaço para ações mais conscientes e significativas. Na matrescence, isso pode se traduzir em: “estou de luto pela mulher que eu era, e esse luto é legítimo.”
O segundo recurso central da ACT é o trabalho com valores. Quando a mulher reconecta com o que é realmente importante para ela — além de ser mãe — ela pode começar a construir ações alinhadas com essa nova identidade em formação. Isso não significa abandonar a maternidade, mas incluir a si mesma nessa equação. Técnicas de defusão cognitiva ajudam a observar pensamentos como “sou uma mãe egoísta se penso em mim” sem se fundir a eles, criando espaço para escolhas mais gentis e mais honestas. Esse tipo de trabalho está integrado ao cuidado oferecido pelo Espaço Elleve na psicoterapia perinatal online.
Ferramentas da ACT no trabalho com identidade materna
- Aceitação: reconhecer o luto e a ambivalência sem julgamento como partes legítimas da matrescence.
- Defusão cognitiva: observar pensamentos de culpa e fracasso materno sem se fundir a eles.
- Eu como contexto: distinguir “quem eu sou” de “o que eu faço” — a mãe é mais do que sua função.
- Clarificação de valores: reconectar com o que é importante além da maternidade.
- Ação comprometida: construir passos concretos alinhados com esses valores, mesmo em meio ao caos do puerpério.
- Atenção plena: cultivar presença no momento atual, reduzindo ruminação sobre quem você “deveria” ser.
Como a TCC complementa esse cuidado
A TCC complementa o trabalho com identidade na maternidade de forma estruturada e prática. Enquanto a ACT trabalha a relação com o sofrimento e com os valores, a TCC ajuda a identificar e questionar pensamentos automáticos que sustentam culpa, autocrítica e exigências irreais sobre a maternidade.
Frases como “uma boa mãe não sente isso”, “estou sendo egoísta ao pensar em mim”, “deveria estar dando conta de tudo” são pensamentos automáticos disfuncionais que aumentam o sofrimento e dificultam a elaboração da matrescence. Na TCC, esses pensamentos são identificados, questionados com base em evidências reais e substituídos por interpretações mais flexíveis e compassivas.
Além disso, a TCC organiza estratégias comportamentais concretas: como retomar atividades que faziam parte da sua identidade anterior de forma compatível com a nova rotina, como comunicar necessidades ao parceiro e à rede de apoio, como estabelecer limites sustentáveis e como criar espaços mínimos de autocuidado. Pequenas ações consistentes têm grande impacto na percepção de identidade e na saúde mental ao longo do tempo. Para entender como esse trabalho acontece na prática online, leia como funciona a psicoterapia online no Elleve.
Psicoterapia online para identidade e matrescence: por que funciona
Para mães em puerpério ou com bebês pequenos, sair de casa para uma sessão de terapia pode ser logisticamente difícil ou emocionalmente custoso. A psicoterapia online elimina esse obstáculo e permite que o espaço terapêutico aconteça dentro da própria rotina materna — com mais conforto, menos deslocamento e mais possibilidade real de manutenção.
Para brasileiras que moram no exterior, esse recurso é ainda mais significativo. A matrescence em contexto migratório tem uma camada extra de complexidade: a mulher está passando por uma transformação identitária profunda em um ambiente que já exigia adaptação cultural, de idioma e de rede de apoio. Sentir-se estranha a si mesma em um país onde já se sentia estrangeira pode intensificar solidão, ansiedade e sensação de perda. Ter um espaço terapêutico em português, com profissionais que compreendem esse contexto, faz diferença real. O Elleve aprofunda esse cuidado em terapia online para brasileiros no exterior.
No Espaço Elleve, a psicoterapia perinatal online com TCC, Terapia Comportamental e ACT oferece esse acompanhamento de forma especializada, ética e acolhedora — para mães no Brasil e no exterior que querem reencontrar quem são, além de mãe.
Como colocar em prática: passos concretos para integrar identidade e maternidade
A integração entre quem você era e a mãe que está se tornando não acontece por decreto. Ela é um processo gradual, que precisa de permissão interna, apoio e, muitas vezes, acompanhamento profissional. Ainda assim, existem passos possíveis para começar:
1. Nomeie o que está sentindo
Diga o nome do que está vivendo: “estou em luto de quem eu era”, “estou me sentindo perdida na minha identidade”, “não sei mais quem sou além de mãe”. Nomear é o primeiro passo da elaboração.
2. Permita-se sentir saudade sem culpa
Sentir saudade da vida anterior não torna você uma má mãe. É uma resposta humana a uma transformação real. Dar espaço a esse sentimento é mais saudável do que negá-lo.
3. Resgate ao menos uma prática que era sua antes
Identifique algo que fazia parte da sua identidade antes da maternidade — uma atividade, um tempo de leitura, um exercício, um contato com amigos — e tente incluí-lo na rotina de forma mínima e viável.
4. Questione a exigência de perfeição materna
Quando surgir o pensamento “uma boa mãe não pensa assim”, pergunte: de onde vem essa crença? É realista? É justa com você? Questionar não é abandonar valores — é torná-los mais humanos.
Considere psicoterapia especializada
Se a sensação de não se reconhecer persiste, se a culpa é constante ou se o luto está interferindo na sua qualidade de vida, um psicólogo especializado em saúde mental perinatal pode ajudar a organizar esse processo com mais segurança e clareza.
Checklist de cuidado: curto, médio e longo prazo
Curto prazo (0 a 3 meses)
- Reconhecer a matrescence como processo normal e nomear o que está sentindo.
- Permitir-se sentir ambivalência e luto sem tratar isso como falha.
- Identificar ao menos um aspecto da identidade anterior que quer preservar ou resgatar.
- Buscar informação confiável sobre matrescence, identidade materna e saúde mental perinatal.
- Considerar avaliação psicológica se o sofrimento for persistente ou intenso.
Médio prazo (3 a 6 meses)
- Trabalhar pensamentos automáticos de culpa e autocrítica com TCC.
- Explorar valores pessoais e ações alinhadas com eles na ACT.
- Retomar gradualmente atividades e conexões que integram a identidade além da maternidade.
- Melhorar comunicação com parceiro e rede de apoio sobre necessidades pessoais.
- Mapear o impacto da matrescence nas relações, no trabalho e no autocuidado com suporte profissional.
Longo prazo (6 a 12 meses)
- Integrar a mulher e a mãe em uma identidade mais ampla e menos dividida.
- Consolidar práticas de autocuidado compatíveis com a rotina materna real.
- Fortalecer vínculos afetivos e rede de apoio no Brasil ou no exterior.
- Reavaliar projetos, desejos e sentido com mais clareza emocional.
- Manter acompanhamento psicológico em momentos de maior vulnerabilidade identitária.
Tabela-resumo: identidade na maternidade e psicoterapia
| O que é | Impacto na vida | Quando buscar ajuda | Como a psicoterapia ajuda (TCC/ACT/Terapia Comportamental) |
|---|---|---|---|
| Matrescence: transformação profunda e natural da identidade quando uma mulher se torna mãe. | Pode gerar luto, estranhamento, culpa, perda de contato com desejos e identidade própria, dificuldade de se reconhecer. | Quando o sofrimento é persistente, interfere nas relações, no autocuidado ou na qualidade de vida. | ACT oferece aceitação, defusão e trabalho com valores; TCC ajuda a questionar autocrítica e organizar ações concretas de retomada de identidade. |
FAQ sobre identidade na maternidade
O que é matrescence?
Matrescence é o processo de transformação identitária que acontece quando uma mulher se torna mãe. O termo foi cunhado pela antropóloga Dana Raphael em 1975 e engloba mudanças biológicas, neurológicas, psicológicas, sociais e existenciais. Não é uma condição patológica — é um processo natural, mas que pode ser intensamente difícil quando não encontra espaço de reconhecimento e elaboração.
“Quem sou eu além de mãe?” é sinal de algo errado?
Não. É um sinal de que a transformação identitária da maternidade está em curso. Sentir-se diferente, não se reconhecer ou sentir saudade da vida anterior são respostas esperadas à matrescence. O problema surge quando esse processo não encontra nomeação, apoio ou elaboração, e começa a gerar sofrimento persistente.
Quando buscar psicoterapia para questões de identidade na maternidade?
Vale buscar psicoterapia quando a sensação de não se reconhecer persiste por semanas, quando a culpa é constante, quando o luto da identidade anterior interfere nas relações e no autocuidado, ou quando a mulher percebe que está funcionando no “modo sobrevivência” sem acesso a si mesma.
Como a ACT ajuda na crise de identidade da maternidade?
A ACT ajuda por meio da aceitação do luto e da ambivalência, da defusão de pensamentos de culpa e fracasso, da clarificação de valores pessoais além da maternidade e da construção de ações comprometidas com esses valores — mesmo dentro da rotina intensa do puerpério.
Brasileiras no exterior podem fazer psicoterapia online para questões de identidade materna?
Sim. A psicoterapia online em português é especialmente relevante para brasileiras no exterior que vivem a matrescence longe da família, em outro idioma e cultura. Ter um espaço terapêutico com profissionais que compreendem o contexto cultural brasileiro pode fazer diferença significativa no processo de elaboração identitária.
Próximos passos possíveis
➡️ Agende sua psicoterapia perinatal online ou presencial no Espaço Elleve
➡️ Saiba mais sobre psicoterapia perinatal online no Elleve
Conclusão: você não está se perdendo — está se tornando
A sensação de não se reconhecer na maternidade não é sinal de que algo está errado com você. É o sinal de uma transformação profunda e real que a cultura raramente nomeia com cuidado. Quando essa transformação encontra um espaço seguro de elaboração — com escuta, ferramentas clínicas e sem julgamento — ela pode se transformar em integração: a mulher que você era e a mãe que está se tornando passam a coexistir com mais paz.
No Espaço Elleve, a psicoterapia perinatal online com TCC, Terapia Comportamental e ACT oferece esse espaço para mulheres no Brasil e brasileiras no exterior. Para entender como esse cuidado funciona na prática, leia psicoterapia perinatal online, psicoterapia online funciona? e terapia online para brasileiros no exterior. Você não precisa integrar essa transformação sozinha.
Referências
- Matrescence: o processo de tornar-se mãe — matrescence.com (Aurelie Athan)
- Matrescence: o que é e o que muda na sua identidade — Psicanálise Materna
- A importância de repensar quem somos na maternidade — Quindim / Elisama Santos
- Matrescência: o impacto da maternidade ao longo da vida na cognição — PMC / Orchard et al., 2023
- Matrescência: o impacto da maternidade ao longo da vida — Sciencedirect / Orchard et al., 2023
- A experiência emocional da maternidade atípica sob o olhar da ACT — Comportese
- Autoestima, infância e maternidade: um percurso psicoterápico apoiado na TCC — CRP-PR Cadernos de Psicologia
- Quem é você além de mãe? — VERO
- ACT e estresse: técnicas para viver de acordo com seus valores — ICC Clinic
- Psicoterapia Perinatal Online | Gestação e Pós-Parto — Espaço Elleve



















